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EducAÇÃO refletir e agir
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SAMEA FRANCESCHINI
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Sou professora desde os 17 anos. Realização do meu sonho de criança. A escola é meu ambiente...
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Oi pessoal! Neste blog pretendo conversar sobre educação e disponibilizar textos interessantes para enriquecer o nosso fazer pedagógico. Um abraço, Profa. Sâmea

SÁBADO - 14 DE JULHO DE 2007

AVALIAÇÃO: AQUI OU ACOLÁ

A avaliação no Ensino Superior e suas marcas...


                           

 

A prática avaliativa não irá mudar em decorrência de resoluções ou regimentos, mas a partir do compromisso dos educadores. Fica muito claro para nós, professores, que alguns instrumentos avaliativos precisam ser revistos e que ao avaliar o aluno o professor também deve avaliar o processo de ensino, ou seja, avaliar a sua prática, uma vez que a avaliação é uma via de mão dupla.

 

O aluno do ensino superior traz as marcas (positivas ou negativas) de avaliações anteriores e, muitas vezes, deparara-se com práticas avaliativas autoritárias em sala de aula na universidade.

 

Estará realmente a avaliação sendo utilizada como um processo de promoção da aprendizagem ou como instrumento de poder e coerção em nossas mãos? Quem nunca disse ou ouviu um colega dizer: “Eu pego esses alunos na prova”?

 

Aproveito para lembrar que avaliação não é prova, é processo. A prova é apenas um dos instrumentos que utilizamos para avaliar e é importante que não seja o único a ser utilizado em nossas salas de aula.

 

Independente do curso, o aluno é o mesmo e a nossa função também. Não é possível acreditar que em determinados cursos a prática avaliativa não possa ser uma prática de formação.

 

O foco poderá ser diferente, mas todos são sujeitos dessa relação de ensino e aprendizagem. Ou a universidade não é uma instituição de ensino?




imprimir 14/7/2007 - Comentários: 1

 

SÁBADO - 5 DE MAIO DE 2007

RESILIENTE...

 

 Já tentou derrubar um boneco tipo "João Bobo"? Não conseguiu, não foi? Comparo este tipo de boneco ao que hoje se chama de pessoa resiliente. 

No Dicionário Aurélio encontramos as seguintes definições para a palavra resiliência:

Substantivo feminino.
1.
Fís. Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica.
2.
Fig. Resistência ao choque.

Difícil imaginar um sujeito que seja tão forte ao ponto de nunca cair...mas é possível pensarmos em uma educação que prepare o sujeito para enfrentar desafios e situações de conflito. As quedas acontecerão sempre, mas alguns levantarão e continuarão a caminhada.

As pessoas resilientes conseguem superar dificuldades sem se desesperar ou perder a cabeça. Elas conseguem pensar mesmo sob enorme pressão buscando soluções para as suas dificuldades.

O professor pode ser um promovedor de resiliência ajudando o seu aluno a desenvolver autonomia, independência, novas reflexões para suas atitudes, aprender a lidar com as frustrações, desenvolver a criatividade, aceitar e respeitar a si mesmo e aos outros.

Sejamos, então, promovedores de resiliencia!!

 

Teste o grau da sua resiliencia 




imprimir 5/5/2007 - Comentários: 2

 

QUARTA - 18 DE ABRIL DE 2007

EDUCAÇÃO, MOSTRA TUA CARA!

 

 

Os movimentos sociais comprovam que a prática social é educativa, havendo uma dimensão política no pedagógico e uma dimensão pedagógica na política. Nesta perspectiva, ressalto o importante papel do profissional da educação e de sua adequada formação.

 

Para que serve o sistema educacional se não for para lutar contra a exploração, a opressão, a dominação e a alienação? O educador, como um planejador de futuro, não pode se abster desse importante papel, sob pena de perder o sentido de humanidade, tendo como tarefa educacional a transformação social ampla e emancipadora.

 

Após 20 anos de prática profissional, em sala de aula, acredito cada vez mais na importância do meu papel mediador nesse processo, buscando, para isso, ampliar meus conhecimentos a cerca da Ciência da Educação. O estudo, certamente, favorecerá para o fortalecimento dessa mediação, aqui defendida como forma de articular e intervir na construção do sujeito epistêmico, histórico, social e afetivo.
 




imprimir 18/4/2007 - Comentários: 17

 

SEXTA - 6 DE ABRIL DE 2007

PÁSCOA, RENOVAÇÃO, RESSURREIÇÃO

Mudança - Aprendizagem - VIDA


   Renovar o que não está bom e procurar ser uma pessoa melhor. Assim será mais fácil aflorar sentimentos e emoções para uma vida simples e feliz.

Para esse momento, parte de um texto do psicólogo Luiz Schettini Filho:

"A vida, como nós a vivemos no mundo, é, de certo modo, o que o biólogo Adolf Portmann diz de uma forma cruamente sintética, quando a descreve como a aparição externa de um interior.

Depois de aprender um sem-número de coisas durante essas décadas vividas, descobri que muitas aprendizagens me aprisionaram, distorceram meus desejos, deformaram minhas fantasias e mutilaram alguns sonhos antigos. Por isso, no meu futuro, farei questão de desaprender algumas coisas que emperraram a minha vida."

Aprender é também desaprender! Feliz Páscoa!!




imprimir 6/4/2007 - Comentários: 0

 

DOMINGO - 18 DE MARÇO DE 2007

100 ANOS DE CÍCERO DIAS, O MENINO DE ESCADA

  Eu vi o mundo...Ele começava no Recife

Estive no município de Escada exatamente na semana em que havia uma homenagem ao pintor Cícero Dias. Grande surpresa minha observar que as pessoas, por mais simples que fossem, sabiam exatamente quem tinha sido "Cicinho, o menino de Escada". 

Nasceu no Engenho Jundiá, em Escada, Pernambuco e, apesar de ter vivido tão longe dos seus canaviais, casas-grandes, sobrados, bem como do rio Capibaribe, essas imagens sempre estiveram presentes no imaginário do pintor. 

Em homenagem ao povo escadense, um trecho de um repentista local, sobre "Cícero Dias, o menino de Escada":

Seu passado lá na França

Não muda sua história

Dos belos canaviais

Aos pés de carambola

Dizia Cícero assim:

"Verde é a cor da minha memória".

 

                            Conheça a história de Cícero Dias 

                      

          O pintor Cícero Dias e um detalhe de uma de suas obras.




imprimir 18/3/2007 - Comentários: 173

 

DOMINGO - 18 DE FEVEREIRO DE 2007

CIDADANIA: COMPROMISSO NOSSO

   

Estive lendo sobre a história da Educação e, mais uma vez, me senti responsável por muita coisa. Não entendo como a profissão do professor pode ser tão desvalorizada quando, na verdade, tudo passa pela educação e, conseqüentemente, tudo passa pelo professor...

Já no início do século XIX, a presença acentuada da classe intermediária procurava justamente o ensino que era proporcionado pela classe dominante, porque era o único que "classificava". Duas classes distintas, mas o tipo de educação era o mesmo, ou seja, educação para as elites.

Penso que falar em qualidade da escola pública hoje, nos reporta para o século XIX, e constato que infelizmente mantemos a mesma idéia de tantos anos atrás: educação da classe dominante e educação do povo, distinção que é o próprio reflexo  da organização social brasileira.

E ai, caros colegas, entra mais uma vez o nosso compromisso com o social, político, econômico e cultural; nosso compromiso com o Brasil. Mas não um Brasil dividido em classes, um Brasil onde todas as crianças e todos os  jovens exerçam o verdadeiro direito, inclusive garantido por lei, de viver plenamente sua cidadania.




imprimir 18/2/2007 - Comentários: 3

 

SÁBADO - 27 DE JANEIRO DE 2007

VOLTA ÀS AULAS

 

FOTO: Davi Franceschini - 2 anos

 

A tevê, os jornais, as revistas, os panfletos invadem nossos últimos dias de férias com propaganda maciça de  mochilas, livros, cadernos, livros  e demais materiais escolares. Não dá para esquecer que as aulas vão começar...

Não só para a criança, mas também para o professor esse é um momento muito importante. Como serão seus novos alunos? Quais as experiencias e os conflitos que vivenciará esse ano em sala de aula?

Lembro-me bem que, no meu primeiro ano de exercício da profissão, fiquei triste ao entrar de férias. Não queria ficar longe da escola, dos alunos, dos meus colegas de trabalho. A escola tem um som, um clima, uma agitação que só ela tem; não existe em nenhum outro lugar. Engraçado, acho que nós, professores, de certa forma não sabemos bem o que fazer fora desse nosso espaço.

Sempre achei minha profissão privilegiada. Qual a profissão que muda todo o cenário a partir de um novo ano? São novos alunos, novo planejamento, novas vivências. É um recomeçar constante...Que alegria! Nada de repetir sempre as mesmas coisas...Trabalhamos com VIDA, com a vida de cada um dos nossos alunos e, por isso, a nossa grande importância. Ao final de cada ano, fica um pouco da gente em cada um deles e, no ano seguinte, recomeçamos...

Feliz ano letivo para todos nós!




imprimir 27/1/2007 - Comentários: 1

 

SEXTA - 6 DE OUTUBRO DE 2006

DIA DO PROFESSOR - AFINAL, POR QUE SOMOS EDUCADORES?

Há alguns anos atrás, estive em uma conferência com o Professor Mário Sérgio Cortella. Confesso que não consigo lembrar o tema,  mas nunca esqueci de algumas palavras ditas por ele naquele momento. Lembro-me bem que voltei para casa muito feliz por ser uma professora. Aliás, sempre tive muito orgulho da minha profissão, que comecei a exercer aos 17 anos de idade e que exercerei até que a idade me permita estar em sala de aula, palco da minha paixão.

Escolhi um texto desse autor, sempre que leio me emociono, para ilustrar nossa função e, ao mesmo tempo, homenagear meus colegas professores que, assim como eu, fazem da educação uma missão.

 Sobre Idéias e Pães

 Mário Sérgio Cortella

"Afinal de contas, por que somos educadores e educadoras? Tenho uma suspeita: por causa da paixão. Vinte, trinta (aposenta e volta), quarenta ou mais anos na profissão, alimentando o corpo docente nas reuniões movidas a café e bolacha.

Paixão por uma idéia irrecusável: gente foi feita para ser feliz! E esse é nosso trabalho; não só nosso, mas também nosso. Paixão pela idéia de, procurando tornar as pessoas melhores, melhorar a si mesmo ou mesma; paixão, em suma, pelo futuro. 

Nosso "negócio" é o futuro...Cada um e cada uma de nós tem contato diariamente com o futuro: muitas e muitos, quando começaram a dar aulas, tinham 16 anos de idade, e os alunos 7; fizemos 20, eles chegaram com 7; atingimos os 30, eles estavam com 7; alcaçamos 40, e eles 7 etc. Cada dia, encontramos o que há de mais novo na humanidade, porque também somos.

Nascemos não-prontos e vamos nos fazendo; eu, neste momento, sou o mais novo de mim, minha mais nova edição (revista e ampliada), o mais velho de mim está no passado.

Nosso tempo, o dos educadores, é este hoje em que já se, em gestação, o amanhã. Não um qualquer, mas um amanhã intencional, planejado, provocado agora. Um amanhã sobre o qual não possuímos certezas, mas que sabemos possibilidade.

Pode parecer romântico, no entanto, é dessa utopia que não nos podemos apartar, sob a pena de perdermos o sentido de humanidade.

É nessa paixão pelo humano que habita, de forma convulsiva, a tensão articulada entre o epistemológico e o político, onde se dá o encontro do sonho de um Conhecimento como ferramenta da Liberdade e de um Poder como amálgama da convivência igualitária.

Há um ditado chinês que diz que, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um; porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas.

Quem sabe é esse mesmo o sentido do nosso fazer: repartir idéias, para todos terem pão..."




imprimir 6/10/2006 - Comentários: 42

 

SEGUNDA - 25 DE SETEMBRO DE 2006

ELEIÇÃO LEMBRA CIDADANIA

 A principal missão da educação para a cidadania consiste em formar pessoas politicamente e moralmente ativas, conscientes de seus direitos e obrigações, responsáveis e respeitosas, comprometidas com a defesa da democracia e dos direitos humanos, sensíveis e solidárias com as circunstâncias dos demais e com o meio em que vivemos.

Difícil tarefa a ser enfrentada por nós, educadores, uma vez que vivemos em um contexto de inevitáveis relações de conflito e poder que acompanham, inexoravelmente, a convivência humana.

Mas não podemos desistir. É preciso, em educação, reiventar, em conjunto, uma ética da rebeldia, uma ética que reafirme nossa possibilidade de dizer não. Não à miséria, à injustiça, à ciência exclusivista, ao poder opressor...não, mil vezes não...




imprimir 25/9/2006 - Comentários: 2

 

SÁBADO - 16 DE SETEMBRO DE 2006

EDUBLOG, VC JÁ OUVIU FALAR?

  A nova mania também chegou na escola. Cabe a nós, educadores, aproveitarmos e transformarmos em ambiente de aprendizagem.

Não há limite para a utilização dos blogs na escola. Seja pela facilidade de publicação, que não exige nenhum tipo de conhecimento tecnológico dos usuários ou pelo grande atrativo que estas páginas exercem sobre os jovens.  O professor não pode ficar de fora desse novo contexto, um mundo virtual que seus alunos navegam...

Em todas as áreas é possível utilizar o blog como ferramenta pedagógica. Há diferentes tipos de blogs educacionais: produção de textos, poemas, análise de obras literárias, opinião sobre atualidades, relatórios de visitas e excursões de estudos, publicação de produções dos alunos, pesquisas sobre temas vistos em sala de aula.

 Nossa equipe de professores vem, aos poucos, se apropriando e utilizando mais essa ferramenta como meio de comunicação com a comunidade educativa.

 

Vejam os seguintes blogs já em pleno uso por nossos educadores.

 

Prof. João Reginaldo - LÍngua Portuguesa 

Prof. Rodrigo Acacio - Ciências 

Prof. Igor Sacha - Geografia 

Profa. Simone - Língua Portuguesa 




imprimir 16/9/2006 - Comentários: 6

 
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